quarta-feira, janeiro 31, 2007

Polícia em acção

Bonito. Gostei. A confraternização entre colegas é saudável. Parece-me bem. Aliás, parece-me muito bem!



enviado por FóFó

quinta-feira, janeiro 25, 2007

Bugatti Veyron 16.4




Motor:

16 cilindros em W - 64v

8.0 L (7993 cm³)
1001 Cv
4 turbo compressores
10 radiadores



Transmissão:
Caixa 7 velocidades sequencial (automática/manual, com comandos no volante).
Dupla embraiagem automática.



Pneus:
Michelin Pilot Sport 2 (PAX)
frente:
265-680 ZR500A
trás: 365-710 R540A


Peso a seco:
1890 Kg - 0,529Cv/Kg!



Acelerações:
0 - 100Km/h em 2,5 seg

0 - 200Km/h em 7,3 seg

0 - 300Km/h em 16,7 seg

0 - 400Km/h em 55 seg


Velocidade máxima:
407.5 Km/h (limitada electronicamente por questões de segurança)
414 Km/h (em teoria)






Consumos aproximados:

cidade: 40,4 L/100 Km

misto: 24,1 L/100 Km

a fundo: 125 L/100 Km - o depósito de 100 litros fica "seco" em apenas 12,5 minutos!




Preço:
€ 1,127,210


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Bem... eu estava para encomendar um para-reformas destes, mas agora confesso que estou confuso.
O que acham que devo fazer?

Carta de uma mulher desesperada

domingo, janeiro 21, 2007

Rodrigues, melhor resultado de um português nas motos

Hélder Rodrigues conseguiu pela segunda vez consecutiva ser o melhor nas 450cc e garantiu igualmente o melhor resultado de sempre de um piloto português ao ser o quinto da geral.

No ano passado estreou-se da melhor forma na prova ao ser o nono classificado na geral no final da mesma e o vencedor na classe 450cc, precisamente aos comandos de uma Yamaha idêntica à que utilizou este ano. Em 2007 tinha sobre si a responsabilidade de defender o resultado do passado ano e foi isso mesmo que fez, mas de forma ainda mais clara em relação ao concorrente. Depois de duas semanas de prova o português Hélder Rodrigues conseguiu não só repetir a vitória na categoria, mas garantiu igualmente duas vitórias em especiais e terminou na quinta posição final, o melhor resultado de sempre conseguido por um piloto luso.

"O meu objectivo era entrar nos cinco primeiros e ganhar pelo menos uma etapa. Fiquei em quinto lugar e ganhei duas etapas. Estou portanto satisfeito com o resultado. Trabalhámos muito para o conseguir. A equipa é a melhor e a moto também. Não pude previligiar a preparação do Dakar por causa da temporada de enduro, mas no próximo ano vou alterar as prioridades e preparar melhor esta prova."

Palavras de Hélder Rodrigues depois da chegada ao Lago Rosa, pelo segundo consecutivo como o melhor das 450 e agora na quinta posição final, a melhor de sempre para um português.

“O melhor Dakar em termos competitivos”

Chegou ao fim a 11ª participação de Carlos Sousa na mais dura e mítica prova do todo-o-terreno, o Euromilhões Lisboa-Dakar. O piloto do Lagos Team terminou numa honrosa sétima posição, resultado que não espelha as prestações do piloto português ao longo de toda a prova, mas que deixam, no entanto, toda a equipa muito feliz.

A última etapa da prova que se realizou hoje junto ao Lago Rosa, correu de feição ao piloto do Volkswagen Touareg que terminou os 16 quilómetros cronometrados no quarto posto: “A etapa de hoje em nada mudou as classificações gerais. Foi mais um percurso para conclusão e espectáculo do que propriamente competitivo. Ainda assim, dei o meu melhor para o imenso público que circundava toda a classificativa”, começou por dizer Carlos Sousa.

Apesar do sétimo lugar da geral, Carlos Sousa está consciente que este foi sem dúvida o seu melhor Dakar: “Acho que nunca andei a este nível. Sempre nos lugares da frente e com um andamento muito rápido. Contudo, existiram três etapas que condicionaram o resultado final. Mas o Dakar é mesmo assim, é uma prova de muita resistência que vence aqueles que tiverem mais sorte”, continuou o piloto português.

A sorte não esteve nessas alturas do lado da equipa portuguesa, mas Carlos Sousa não lamentou o resultado final: “Porque tanto para mim, como para a equipa e como para o público em geral, todos se aperceberam do trabalho que eu e o Andy desenvolvemos em prova. Estou muito contente pela nossa performance. Gostava desta forma, de agradecer ao Lagos Team, assim como a todos os seus patrocinadores, terem acreditado neste projecto”, concluiu Carlos Sousa que de 11 participações em Dakar concluiu 10.

Classificação na 15ª Etapa: 1º Giniel De Villiers/Zitzewitz – Volkswagen Touareg com 7m42s; 2º Carlos Sainz/Perin – Volkswagen Touareg a 2s; 3º Robby Gordon/Grider – Hummer a 26s; 4º Carlos Sousa/Andreas Schulz – Volkswagen Touareg a 42s

Classificação do Lisboa-Dakar 2007: 1º Stephane Peterhansel/Cottret – Mitsubishi Pajero com 45h53m37s; 2º Luc Alphand/Gilles Picard – Mitsubishi Pajero a 7m26s; 3º JL Schlesser/Arnaud Debron – Schlesser Ford a 1h33m57s (…) 7º Carlos Sousa/Andreas Schulz – Volkswagen Touareg a 5h10m54s

Terminou o Lisboa-Dakar

Peterhansel, Després e Stacey confirmaram vitórias

Como era esperado, Stéphane Peterhansel, Cyril Després e Hans Stacey confirmaram hoje as suas vitórias no Lisboa-Dakar. Na comitiva portuguesa, destaque para Hélder Rodrigues que assegurou o quinto posto, enquanto Carlos Sousa, depois dos problemas conhecidos, não foi além do sétimo posto. Miguel Barbosa foi 14º, enquanto Elisabete Jacinto bem tentou alcançar o 20º posto, mas ficou a pouco mais de dois minutos do objectivo.

Para Stéphane Peterhansel, esta foi a nona vitória no Dakar. Seis vitórias em motos e agora a terceira nos automóveis. Terminou a prova com apenas 7m26s de avanço sobre o seu companheiro de equipa e compatriota, Luc Alphand, e 1h33m57s à frente de Jean-Louis Schlesser.

A derradeira etapa ficou ainda marcada por uma penalização a All Attyiah, que assim desceu do quarto ao sexto posto, passando Mark Miller e Hiroshi Masuoka a ocuparem o quarto e quinto postos da geral.


Autos: 15ª Etapa
1º Giniel de Villiers (South Africa) Volkswagen 7:42
2º Carlos Sainz (Spain) Volkswagen 7:44
3º Robby Gordon (U.S.) Hummer 8:08
4º Carlos Sousa (Portugal) Volkswagen 8:24
5º Jean-Louis Schlesser (France) Schlesser-Ford 8:25
6º Freddy Loix (Belgium) Buggy 8:35
7º Jutta Kleinschmidt (Germany) BMW 8:44
8º Michael Petersen (U.S) Buggy 8:49
9º Miguel Barbosa (Portugal) Proto 8:51
10º Nani Roma (Spain) Mitsubishi 8:59 Final Standings

Após 15ª Etapa
1º Stephane Peterhansel (France) Mitsubishi 45:53:37
2º Luc Alphand (France) Mitsubishi 46:01:03
3º Jean-Louis Schlesser (France) Schlesser-Ford 47:27:34
4º Mark Miller (U.S.) Volkswagen 48:03:53
5º Hiroshi Masuoka (Japan) Mitsubishi 48:38:08
6º Nasser Al-Attiyah (Qatar) BMW 49:25:36
7º Carlos Sousa (Portugal) Volkswagen 51:04:31
8º Robby Gordon (U.S.) Hummer 52:57:44
9º Carlos Sainz (Spain) Volkswagen 53:19:22
10º Stephane Henrard (Belgium) Volkswagen 54:22:06

Motos: 15ª Etapa
1º Janis Vinters (Latvia) KTM 8:42
2º Pal Anders Ullevalseter (Norway) KTM 8:49
3º Helder Rodrigues (Portugal) Yamaha 9:07
4º Jean de Azevedo (Brazil) KTM 9:10
5º Eric Croquelois (France) Yamaha 9:12
6º David Casteu (France) KTM 9:14
7º Thierry Bethys (France) Honda 9:27
8º Daniel Willemsen (Netherlands) Yamaha 9:31
9º Paulo Goncalves (Portugal) Honda 9:34
10º Kemal Merkit (Turkey) KTM 9:36 Final Standings

Após 15ª Etapa
1º Cyril Despres (France) KTM 51:36:53
2º David Casteu (France) KTM 52:11:12
3º Chris Blais (U.S.) KTM 52:28:59
4º Pal Anders Ullevalseter (Norway) KTM 53:14:50
5º Helder Rodrigues (Portugal) Yamaha 54:07:34
6º Janis Vinters (Latvia) KTM 54:21:14
7º Michel Marchini (France) Yamaha 54:37:20
8º Thierry Bethys (France) Honda 55:03:26
9º Jaroslav Katrinak (Slovakia) KTM 55:17:03
10º Jacek Czachor (Poland) KTM 56:00:57

sexta-feira, janeiro 19, 2007

Esteve Pujol regressou à prova

Afinal, Isidre Esteve Pujol logrou conseguir regressar à prova, depois do seu acidente na tirada de hoje, quando caiu, 500 metros depois do primeiro controlo de passagem.


Os danos na sua KTM pareciam, à partida, irrecuperáveis, mas o espanhol foi bem sucedido na reparação da sua moto, já que canibalizou peças da mota do infortunado Marc Coma. Pujol caiu seis lugares na classificação geral, pelo que continua em prova na 12ª posição.


Não são só os "grandes", há mais heróis no Dakar 2007


Diogo Carvalho

“Quando se realizou a primeira prova de motocross em Paço dos Negros, ainda na pista velha, ele foi convidado a participar e ficou tão contente por se estar a realizar uma prova na sua região, que no final da corrida ofereceu a taça que ganhou à pessoa que construiu a pista.”

“Ele, em sénior, nunca conseguiu grandes resultados porque nunca deixou os estudos, o que lhe retirava tempo para treinar como os outros colegas, que na sua grande maioria já não estudam.”

“Queria dedicar mais esta conquista ao Diogo. Infelizmente faleceu na quinta-feira passada devido a doença prolongada. O Motocross perdeu uma jovem esperança e nós um grande amigo.”

“O Diogo não era apenas mais um piloto. Era um apaixonado pela modalidade que estava sempre a falar de motas. Era quase um fanático. Sabia os resultados todos na ponta da língua e um dos seus últimos desejos foi ser sepultado todo equipado.”

“Um dos últimos desejos do Diogo era a realização de uma prova de homenagem. Acredito que nesta altura ele se deve estar a sentir muito feliz”, disse a irmã do malogrado piloto, sem conseguir esconder a emoção. “Sentimos muito a tua falta. Espero que tenhas gostado."

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Começamos, sem rodeios, pela parte mais difícil. Tal como a vida, por vezes.
O Diogo tinha 21 anos quando faleceu, vítima de leucemia. Foi em Maio de 2005. Os testemunhos são muitos. Pessoas como ele, ao que parece... poucas.
Uma história triste, e ainda assim com tanta vida para contar. Ficam os relatos de quem o conheceu, excertos de textos retirados da Internet e das palavras sentidas de quem nos deu o alerta para este caso: o amigo Paulo Mendes (Fófó).

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Diogo Carvalho falou a O MIRANTE em 2000

Em Outubro de 2000, O MIRANTE entrevistou Diogo Carvalho, então com 16 anos. Já nessa altura o jovem piloto confessou ao nosso jornal a sua paixão pelas motos, nomeadamente pelo enduro, modalidade em que foi várias vezes campeão nacional nas classes jovens. O seu sonho era repetir a proeza e ser campeão de seniores.
Diogo recebeu a primeira mota quando tinha apenas dois anos e numa altura que ainda nem sequer sabia andar de bicicleta. Começou a correr a sério aos sete anos, na altura em provas de motocross, mas aos 11 passou para o enduro.
"Não me sinto bem se não estiver a andar de moto. É algo que já faz parte de mim", disse na altura o jovem de Almeirim ao nosso jornal, confessando ainda que o seu maior medo eram as lesões, o que no entanto não o fazia baixar os braços. "Em cada lesão fico ainda mais motivado e consciente dos problemas deste desporto", sublinhou.
A crueldade do destino fez com que partisse aos 21 anos, vítima de leucemia.


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A prova mais conhecida do todo-o-terreno mundial, o Rally Lisboa – Dakar, começou este sábado e na caravana vão duas equipas ribatejanas. José Henriques, de Almeirim, vai de moto, enquanto os elementos da Templasport, de Tomar, vão de jipe. Todos fazem a sua estreia numa prova desta dureza e a expectativa de até onde conseguem ir é grande.

É pelo espírito de aventura mas também pelos projectos sonhados a dois com o filho Diogo, entretanto falecido, que José Henrique Carvalho, de 48 anos, decidiu meter-se à aventura e participar no mítico Lisboa – Dakar. Sozinho com a sua mota e uma mala onde vão apenas artigos de higiene, roupa, meia dúzia de ferramentas e umas peças “de combate” sobressalentes, tem como grande objectivo completar pelo menos três provas em África. Alugou um pequeno espaço num camião da KTM de fábrica onde leva mais algumas peças sobressalentes. Assim tenha tempo, entre ligações, de fazer as reparações.

José Henriques, como é conhecido em Almeirim, onde é dono de um bar, esteve para participar no Dakar em 1979. Inscreveu-se numa espécie de concurso promovido pelo jornal AutoSport, mas o projecto não foi avante. Na altura era piloto de motocross e fazia também raids todo-o-terreno. Entretanto teve uma lesão grave em que esteve vários meses no hospital devido a ter fracturado tíbia e perónio e demorou cerca de um ano a recuperar e voltar a andar normalmente.

A lesão levou-o a abdicar das corridas e passou então a acompanhar o filho Diogo nas provas de motocross e enduro, tendo vencido vários campeonatos. Só que os estudos não perdoam e quando Diogo foi estudar para Lisboa e abrandou a competição, pai e filho começaram a pensar participar no Dakar. Decidiram ir a França falar com uns amigos para comprar duas motas e participarem na edição de 2006.

Só que o destino pregou uma partida e Diogo Carvalho adoeceu e faleceu pouco tempo depois (ver caixa). O sonho ficou desfeito mas José Henriques fez das fraquezas forças e decidiu manter a ideia de ir ao Dakar, com a certeza que Diogo, onde quer que esteja, irá sempre a seu lado. Nos últimos meses tem treinado na região com alguns amigos e fez duas corridas para o troféu Vintage, destinado a motos e pilotos de outros tempos, em que fez um terceiro e um primeiro lugar.

Além de ir sozinho, José Henriques, que corre com o dorsal nº 190, conhece de África apenas aquilo que viu na televisão ou que os amigos lhe contaram. “Não vou lá modificar nada. Vou ter de aprender com o deserto que está lá há milhões de anos e fazer o melhor que puder”, reconhece. Fazer o Dakar é uma aventura ao alcance de muito poucos, sobretudo sem o apoio de marcas ou apoios privados. José Henriques sabe-o e é por isso que estabeleceu como grande meta terminar no mínimo três etapas em África. “Se conseguir chegar ao meio melhor, se chegar ao fim então será uma festa como deverá calcular, mas o meu objectivo realista é acabar três etapas em África”, refere.

Quando questionamos José Henriques sobre as principais dificuldades que espera encontrar a resposta é simples: “não estou à espera de nada fácil”. Ao contrário de outros pilotos com mais apoio, que se podem dar ao luxo de descansar enquanto os mecânicos preparam os veículos para o dia seguinte, José Henriques vai ter muito pouco tempo de descanso. Depois de 10 ou 12 horas de etapa tem sempre mais 3 ou 4 horas para tratar da mota. “Vou ter de pensar que estou sozinho e saber gerir as emoções. Mesmo que sinta que posso andar mais não o deverei fazer porque tenho de poupar a mota”.

O piloto de Almeirim vai correr com uma KTM 660 R, que foi toda montada à mão para participar no Campeonato Mundial de Bajas. Não está à venda nos circuitos normais de comercialização e tem de ser encomendada na fábrica com um mínimo de 1 ano de antecedência. A mota é uma parte grande do investimento de cerca de 70 mil euros que José Henriques já gastou com esta participação no Lisboa – Dakar.

in O Mirante - edição de 10-01-2007


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Um almeirinense no Lisboa - Dakar

José Henrique Tavares Carvalho, 48 Anos. Conhecido entre nós como o Zé Henrique dono do Bar situado no Largo General Guerra. Ele esteve no Rally Lisboa-Dakar. Um sonho de criança que começou a ganhar mais força quando decidiu planear ir com o filho, Diogo. Mas a realidade que é a vida, competiu com o Diogo e infelizmente este não conseguiu vencer... O pai correu pelos dois. Desistiu por fadiga mas cumpriu o objectivo de chegar a solo africano. José Henrique há muito que tinha o sonho de participar numa competição única no mundo como é o Rally no Deserto do Dakar.

«Comecei a pensar desde 1990, mas uma lesão atrasou de certo modo esse meu objectivo e acabei mesmo por desistir de competir. Entretanto o meu filho começou a ganhar o gosto pela modalidade e começou a praticar, também com a minha ajuda, chegando a participar e a sonhar com a hipótese de um dia chegar ao Dakar, falávamos muito sobre isso.»

Só que em 2005 o Diogo Carvalho perdia a sua grande corrida, não conseguiu ganhar a prova mais importante, a vida. Diagnosticada uma doença grave, foi uma questão de tempo para que o Diogo partisse em direcção a outro caminho. «Estes últimos anos foram terríveis para a nossa família, foi uma perda enorme. Ele ainda foi ao Campeonato do Mundo em Cúrias durante seis dias e já nessa altura começamos a combinar ir ao Dakar. Na Europa já tínhamos participado em várias provas e achamos que era agora o momento ideal de arriscar um sonho antigo.»

Foi há dois anos que José e Diogo decidiram participar na competição mais apetecida, o Rally no Deserto do Dakar, uma ideia que estava a ganhar bastante força, mas o destino, esse, o da vida, estava mais que traçado. «Agora vou eu e ele, ao Lisboa Dakar, de uma outra forma é claro, mas em mente e espírito o Diogo vai participar na prova sempre mais quis e onde ambicionou chegar...»

Na preparação para a prova estão algumas emoções com fortes sentimentos à mistura, por exemplo a Moto de prova tem quase na totalidade imagens do Diogo estampadas à sua volta. «Sim, são todas fotografias dele que dão a imagem colorida e este efeito à moto. A foto que está no depósito, foi a primeira prova que ele fez e as outras são da prova em Andúr. As restantes são as que me criam um sentimento mais forte e coragem para seguir em frente por ele...» Um Pai que parte em direcção a uma aventura no Deserto em homenagem ao filho. «Acho que é mais que isso, não encontro a palavra certa. Pode ser uma homenagem, pode ser muita coisa... são misturas de emoções e vontades. Sinto que tenho de ir o mais depressa possível, e isso é de fazer enquanto se está vivo...»


Zé Henrique: "Seremos dois a conduzir a mota"

Os gastos e o pessoal para uma prova destas são em grande quantidade, mas mesmo assim a vontade e fé por vezes ultrapassa muitas barreiras. «Existem duas formas de poder ir a uma prova desta dimensão. Como eu, que sou um Motard e vou sozinho, sem mecânico, sem apoio ou assistente. Damos a volta à situação com o aluguer de um espaço que é vendido ao metro cúbico, num camião da prova que serve para levar alguns pneus, ferramentas e roupas. Em contrapartida eles fornecem compressor, máquina de soldar e outros utensílios necessários. O grande problema de não ter apoio mecânico é ter força para o dia a seguir ter a mota nas condições ideais para conti-nuar, ou seja no fim de cada prova tenho de ser eu a mudar rodas, limpar filtros e toda a manutenção para seguir em frente no dia seguinte, e depois há os outros que montam a tenda e descansam, enquanto os mecânicos durante a noite prepararam a mota para o dia seguinte. Mas vou ter que arranjar forças para conseguir...» José Henriques, garante que a inscrição é cara, mas não aí que se gasta mais na prova. «Uma assistência em prova ou o valor da própria moto é mais caro que a inscrição, mas não se pode dizer que esta é seja dispendioso. Estamos a falar do Dakar! Mas quanto às contas só no final poderei tirar as ilações e os verdadeiros números quanto aos gastos, mas não deve fugir dos 70 mil euros. Só a inscrição, sem falar no gasto com vacinas e com cartões visa para passar na Mauritânia, Mali, Senegal, Marrocos, etc, custaram 15 mil euros. Se não fosse tão dispendioso é obvio que já lá tinha ido aos 20 anos. É muito caro»

in o Almeirinense - edição de 12-01-2007


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De referir ainda que em 2001 o nosso país não estava representado nos I.S.D.E. em Brive, França, uma vez que a nossa Selecção entendeu que não estavam reunidas condições para tal.
O Diogo, ao saber disso, "mandou-se" para lá de comboio, apenas com a mota e dois amigos como assistência e uma bandeira nacional às costas, e representou, assim, Portugal durante os seis dias da prova! Durante as seis noites... dormiam em tendas. O Diogo
conquistou a simpatia de grande parte das selecções presentes, as quais o ajudaram e apoiaram durante toda a prova.

nota: Os Insólitos TX não conseguem confirmar totalmente a veracidade dos factos aqui relatados, pelo que, caso a história não esteja correctamente contada, solicitamos que nos corrija.



Resta-nos apenas deixar aqui os nossos sinceros e enormes parabéns ao Sr. Zé Henrique, que já se encontra em Portugal, e dizer-lhe que esperamos que volte a repetir o Dakar em 2008, desta vez com (ainda) mais sucesso. Se algum dia necessitar do nosso apoio, seja para o que fôr, pode não ser muito grande, mas vai tê-lo com toda a certeza.
Obrigado Fófó pela ajuda prestada.


Cumprimentos,
Luis Pita
TX Racing

Dakar acabou para Marc Coma e Esteve Pujol

O Dakar é mesmo assim! Quando tudo indicava que Marc Coma rolava calmamente em direcção a nova vitória, eis que uma armadilha, das muitas em que o Dakar é pródigo, acabou com as esperanças do motard espanhol. O vencedor da edição 2006, e líder, até hoje, da classificação geral das motos, abandonou após uma violenta queda ao quilómetro 57 da especial de hoje, entre Kayes e Tambacounda.


Dakar acabou para Marc Coma e Esteve Pujol

Depois de ser ter perdido ao quilómetro 34, o espanhol da KTM Repsol acabou por cair, tendo sido imediatamente assistido pela organização e posteriormente transportado para o bivouac no helicóptero.

Para Esteve Pujol, vencedor da etapa de ontem e sexto na geral, a sorte não foi diferente. Após passar pelo CP1, o espanhol viria a cair 500 metros depoise, tendo danificado irremediavelmente a sua KTM. Apesar da queda, o piloto nada sofreu.

Duas baixas na armada espanhola das motas, o que significa que Després e Casteu são neste momento os grandes candidatos à vitória, somente com 20 minutos de diferença. Després encontrava-se na liderança da especial após passar pelo CP1.


quinta-feira, janeiro 18, 2007

Paulo Gonçalves foi o segundo na tirada de hoje

Dificilmente o dia podia ter corrido melhor ao piloto do Team Repsol Honda. Partindo para a etapa da 12ª posição, Paulo Gonçalves tirou o melhor partido de um terreno que lhe é mais favorável, do intervalo de dois minutos entre cada piloto e do facto de contar também com homens muito experientes e rápidos, o que lhe proporcionou apresentar um ritmo muito forte para concluir a apenas 3m03s de Esteve Pujol e, ao mesmo tempo, dar à Honda o melhor resultado até ao momento no Dakar.


Paulo Gonçalves foi o segundo na tirada de hoje

“Foi um dia magnífico, o primeiro sem qualquer tipo de problemas e onde consegui apresentar um ritmo muito forte”, começou por adiantar “Speedy”. “O facto de partir de 12º e de contar com dois minutos de intervalo foi muito importante, pois não apanhei muito pó. Além disso, como os pilotos da frente tiveram algumas dificuldades de navegação acabei por conseguir aproximar-me deles com mais facilidade”, explicou o piloto de Esposende que começou a ver as possibilidades de um excelente resultado na especial surgirem aquando da passagem pelo primeiro controlo horário.

“Quando cheguei a CP1 percebi que estava muito bem classificado, era terceiro, e vi que podia dar ao Team Repsol Honda um excelente resultado no final do dia. Segui sempre muito próximo do Esteve e, apesar de ainda ter perdido alguns segundos, consegui este magnífico segundo posto. Estou mesmo muito contente porque mostrei ao público português e aos meus patrocinadores todas as minhas capacidades e que, não fossem os azares, podia estar bastante mais à frente na classificação geral”, reconhece Paulo Gonçalves.

“Só espero continuar da mesma forma amanhã. Sou o segundo a partir, dois minutos depois de um piloto que é um excelente navegador, e espero conseguir voltar a tirar o máximo partido disso. Vou tentar dar aos portugueses e à Repsol Honda motivos para uma alegria ainda maior e tentar o triunfo”, rematou Paulo Gonçalves momentos depois de terminar a primeira Etapa disputada já na savana africana.

Mais uma prova superada para Marques

ImagePaulo Marques e Rui Benedi terminaram a 12ª etapa com o 52º tempo entre os automóveis e estão satisfeitos por terem chegado à savana senegalesa.

No dia em que o Lisboa-Dakar deixou as dunas para trás, para entrar na savana senegalesa, a dupla Paulo Marques/Rui Benedi fez uma boa etapa entre Ayour El Atrous e Kayes. Foram 257 km cronometrados durante os quais os portugueses puderam ultrapassar 18 concorrentes.

Sem problemas de maior ao longo da especial, Paulo Marques mostrou-se satisfeito com o resultado e a mudança de paisagem. «Conseguimos mais uma etapa sem problemas. As maiores dificuldades foram mesmo as muitas ultrapassagens que tivemos de fazer pelo caminho», adiantou Paulo Marques.

«Felizmente já deixámos a areia para trás e entrámos em terreno mais duro, na savana africana, o que é sempre bom pois já estávamos no deserto há muito tempo. É sinal que estamos mais próximos do fim. Em termos de resultado também foi positivo e estou mesmo em crer que no final de dia, quando chegarem os nossos mais directos rivais, acabaremos por confirmar a subida de algumas posições na geral», afirmou o piloto de Famalicão.

Pedro Nascimento in dakar.autohoje.com

Sousa voltou aos bons resultados

ImageMesmo a partir na 32ª posição, Carlos Sousa conseguiu fez várias ultrapassagens e terminou num excelente segundo lugar, mantendo o sétimo posto da geral.

Os 257 quilómetros que compunham o troço cronometrado eram típicos da savana africana, caracterizada pelos percursos estreitos, duros e muito traiçoeiros. Mas Carlos Sousa estava determinado em voltar a conseguir um bom resultado: «estou muito contente pelo resultado, que se deve, sobretudo, a uma navegação excelente por parte do Andy [Schulz]. Ele esteve ao seu melhor nível. Mas não só. Os pilotos que partiram à minha frente tiveram também um papel importante neste resultado, pois todos, sem excepção, facilitaram as ultrapassagens. Um sinal muito claro de desportivismo», explicou Carlos Sousa.

As características do troço agradaram bastante ao português: «o percurso era muito a meu gosto, mais ao estilo de ralis do que todo-o-terreno. Fiquei particularmente satisfeito pela luta com o Carlos Sainz. Sou um admirador dele e agradou-me disputar com ele a luta pela vitória, mesmo que eu tenha saído derrotado», disse.

O esforço de Carlos Sousa teve recompensa na etapa, mas na geral é muito difícil ganhar lugares: «só penso neste momento em bons resultados nas etapas e, por isso, para amanhã o meu objectivo é igualar ou melhorar a classificação de hoje», concluiu Carlos Sousa.

Pedro Nascimento in dakar.autohoje.com

Tudo na mesma

Depois de dias difíceis, os homens da Volkswagen deram hoje um ar da sua graça com Carlos Sainz a vencer nos automóveis, enquanto o piloto português Carlos Sousa, foi segundo na etapa. Tendo em conta que as diferenças de tempo não foram substanciais, na frente nada mudou. Nas motos, hoje foi o dia de Paulo Gonçalves brilhar, ao conseguir o segundo lugar na tirada. Hélder Rodrigues foi 22º e desceu um lugar na geral, passando para sétimo.


Tudo na mesma

Filme do dia

Terminou há pouco a 12ª etapa do Dakar com 484 quilómetros, entre os quais, 257 cronometrados. Partiram 311 equipas, entre as quais 140 motos, 111 carros e 60 camiões. O português Hélder Rodrigues foi o primeiro a partir nas motos, virtude de ter sido primeiro na etapa anterior, mas juntamente com Marc Coma e Cyril Despres, líderes, na altura, da especial, perdeu-se ao quilómetro 85 da etapa, tendo que percorrer mais de dez quilómetros para encontrar o rumo certo. Quem viria mais tarde a destacar-se seria Paulo Gonçalves, que acompanhado pelo holandês Frans Verhoeven, dominavam a especial ao quilómetro 97. Este último iria ser vítima de uma queda no quilómetro 181, sofrendo uma luxação no ombro.

A sorte acabou por bater à porta do piloto da KTM, Esteve Pujol que ganhou a etapa com uma vantagem de cerca de três minutos para o português Paulo Gonçalves, que alcançou pela primeira vez um lugar de destaque nesta prova. A quatro minutos chegou o polaco Jacek Czachor. Marc Coma continua a liderar a geral com uma vantagem de mais de 50 minutos para Cyril Despres. Hélder Rodrigues é o português melhor colocado, sendo sétimo na geral.

Nos automóveis, a etapa parecia reservada aos pilotos com experiência em terrenos ao estilo WRC. Carlos Sainz era o favorito para ganhar a etapa e ao quilómetro 54, já era o líder provisório. Liderou a etapa até ao CP1, onde Nani Roma em Mitsubishi Pajero levava uma vantagem mínima de seis segundos. Mas Sainz acabou por sobrepor-se à ‘ameaça’ Mitsubishi e venceu a etapa com autoridade, sendo seguido por Carlos Sousa a menos de quatro minutos. Luc Alphand foi terceiro e Nasser Al Attiyah, vencedor da etapa 11, partiu em primeiro lugar mas acabou por ficar a mais de seis minutos do espanhol da Volkswagen. Na frente da geral continua Peterhansel seguido do seu companheiro de equipa Luc Alphand. O português Carlos Sousa continua a manter o sétimo posto da geral, deixando o americano Bobby Gordon, a bordo de Hummer, a mais de duas horas.

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Quem é que quer um papa-reformas?








Aceitam-se encomendas.

Não, eles só fazem isto porque querem mesmo entrar para o Team Xanfre!

Os verdadeiros heróis…

Por vezes as pessoas descobrem que é nas horas mais difíceis que ficam a saber que são capazes de ir mais além. Estrear-se numa prova como o Dakar e passar 24 horas em cima da moto, com imensas peripécias, não é para qualquer um. Foi o que sucedeu a Pedro Bianchi Prata. Por outro lado, o seu colega Hélder Rodrigues definiu a mesma palavra herói doutra forma ao tornar-se o primeiro português a vencer duas etapas na mesma prova.

Neste contexto, o dia de descanso mesmo a calhar para os dois pilotos da Bianchi Prata competições. Se para Hélder Rodrigues o dia serviu para ganhar novo alento para o que resta do Dakar, no sentido de tentar dar mais algumas alegrias aos portugueses, Pedro Bianchi Prata, nesta sua estreia no Dakar, já leva muito para contar.


Os verdadeiros heróis…

Hélder Rodrigues - “Hoje foi um dia bastante bom para nós, pois estavamos todos muito cansados. Um dia praticamente de repouso com uma ligação pequena, mas até fez bem para descontrair um pouco. Agora estamos a preparar tudo para amanhã arrancarmos na frente do Dakar mais uma vez. Vai ser mais uma aventura. O meu objectivo amanhã vai ser rolar rápido, com cabeça, com juízo. Vou tentar navegar ao máximo para fazer o máximo de quilómetros possíveis na frente.”

Pedro Bianchi Prata - “A etapa de hoje foi muito tranquila, porque foi só uma ligação, numa toada amena em alcatrão. Até viemos junto com as assistências.
A etapa de há 2 dias atrás é que continua sem me sair da cabeça. A aventura que passei naquela noite no deserto e as coisas que vivi naquelas mais de 24 horas em cima da mota, e que ao fim ao cabo foram 2 etapas juntas porque cheguei de manhã e arranquei logo para a etapa seguinte. Foi uma aventura muito engraçada, onde tive um problema com a roda de trás e o pneu rebentou. Passei a rolar somente na jante, e as coisas foram-se complicando. A etapa era dura, com muita pedra e areia e a mota não andava principalmente na areia e tive de a empurrar muitas vezes, mas passado pouco tempo percebi que era impossível chegar ao fim nesta condições, mas não queria desistir. Mesmo assim e com a ajuda de outros pilotos e a muito custo consegui chegar ao CP1 à 1 da manhã. Aqui consegui autorização de um piloto que teve um acidente e que tinha uma Yamaha igual a minha, que me cedeu a roda.

Foi uma experiência única. Adorei andar no deserto à noite, ver os animais, a paz, a solidão, o silêncio, que existe.

Não trocava esta aventura por nada neste mundo. Esta noite deu para pensar muito bem na vida. Pensar bem nas prioridades que tenho, e que muitas vezes não damos a importância necessária a pequenas coisas e que têm muito significado e outras em que damos a importância que elas não merecem.

É um pouco do que eu vejo neste povo, que vive praticamente na miséria e que não têm condições nenhumas, nenhum conforto, e que dão valor a tudo. Até um simples adeus nosso em cima da mota. São coisa que este Dakar me tem ensinado e nunca vou esquecer.

Aquelas horas todas no deserto sozinho ajudaram-me a decidir muitas coisas na minha vida que tenho de tomar quando chegar a Portugal. Vou ser uma pessoa diferente quando chegar ao meu país.”


Última oportunidade para visitar a Exposição de Fotografia de Ricardo Cruz, Nuno Bairrão, Duarte Branquinho, André Guerra e Sofia Pimentel, na loja do Cão Preto, em Ponte de Sor.
Termina Domingo, dia 21.

Tenham cuidado com o cão...
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fotos do Ricardo Cruz, aqui

quarta-feira, janeiro 17, 2007

Etapa 11 - Entre Néma e Ayoun

Devido a questões políticas, que poderiam colocar em risco a segurança da caravana do Dakar, a 11ª etapa foi antecipadamente alterada e o percurso com muita areia dá lugar a uma ligação de 280 quilómetros, até Ayoun.

Desta forma, as classificações não sofrem alterações, agora que as hierarquias começam a ser definidas, com a aproximação do Lago Rosa.

Nas motos, Mark Coma detém uma vantagem substancial, de mais de 54 minutos, para o segundo classificado, Cyril Despres, que terá que esperar por um momento de infelicidade de Mark Coma para ambicionar seriamente pela liderança, mas tem também de se preocupar com David Casteu, terceiro classificado na geral a pouco mais de 20 minutos de Despres. Depois de ter conquistado ontem a sua segunda vitória em etapas nesta edição, Helder Rodrigues, se mantiver o ritmo, prepara-se para fazer história, ocupando actualmente o sexto lugar da geral, a quase três horas do primeiro mas a menos de 40 minutos do quinto classificado. Um pouco mais para trás, Paulo Gonçalves (32º da geral) ficou arredado do top20 nas motos, resultado dos inúmeros problemas que têm surgido nas ultimas etapas, mas possível de recuperar até ao final, o mesmo se poderá dizer do sobrevivente da Algarve SpeDakar Team, Nuno Mateus, que se encontra na 35ª posição da geral. Carlos Ala, na 85ª posição é o terceiro melhor Português entre as motos e Pedro Bianchi Prata é outro dos sobreviventes, ocupando a 108ª posição.




Das duas para as 4 rodas. Depois dos problemas com De Villiers, Sainz e Carlos Sousa, a Volkswagen ficou definitivamente arredada da vitória e inclusivamente dos lugares cimeiros da classificação geral, restando-lhe a possibilidade de lutar pelas vitorias em etapas até final. Desta forma, a vitória ficará decidida entre os pilotos da Mitsubishi, com Stephane Peterhansel a partir á frente, com uma vantagem de quase 10 minutos para Luc Alphand. Para se intrometer entre a luta pelas primeiras posições surge o buggy de Jean-Louis Schlesser que se encontra na terceira posição da geral a mais de 1 hora e meia de Peterhansel, mas que poderá mostrar toda a sua experiência nas últimas etapas para ganhar tempo aos dois primeiros. Também convêm não esquecer a regularidade do BMW X3 de Nasser Al Attiyah, quarto classificado, a meia hora de Schlesser. Mais para trás, Hiroshi Masuoka com outro dos Mitsubishi oficiais, Mark Miller, o melhor dos Volkswagen, logo seguido de Carlos Sousa (7º), podem ambicionar por uma melhor posição até ao final. Entre os azarados até ao momento, Carlos Sainz encontra-se na 10ª posição, Giniel De Villiers na 12ª e Nani Roma na 13ª. As aspirações Lusas não terminam em Carlos Sousa. A prestação de Miguel Barbosa, tem vindo a ser prejudicada por problemas mecânicos e algum azar à mistura, que não permite que a equipa não esteja mais bem colocada na geral, ocupando o 31º lugar. Por outro lado, Francisco Inocêncio, tem vindo a ter uma prova quase isenta de problemas e erros, permitindo-lhe ocupar a 50ª posição. Apesar da pouca experiência em Africa, Nuno Ferreira com um Bowler tem vindo a evoluir, ocupando a 64ª posição e terceiro entre os Portugueses na categoria. Quem nas últimas duas etapas viu a vida andar para trás, foi Ricardo Leal dos Santos, que tem vindo a perder tempo precioso à custa de problemas mecânicos que têm colocado em risco a sua caminhada em direcção a Dakar, e que explicam a 73ª posição na geral. Mais apagado que o irmão, Nuno Inocêncio (83ª posição), logo seguido de Paulo Marques (85ª posição) e Luís Ferreira (103º) no seu fiável Land Rover Defender. Estreantes nestas coisas, a dupla Mário Ferreira e José C. Sousa, têm surpreendido pela forma como têm encarado e superado todos os obstáculos do Dakar, ocupando a 107ª posição da geral.



Nos pesos pesados, a desistência do favorito Kamaz de Vladimir Tchaguin deixou caminho aberto para o outro principal candidato à vitória nos camiões, Hans Stacey da equipa Exact-MAN. Para ilustrar a supremacia de Hans Stacey até ao momento, a diferença para o segundo classificado, o Kamaz do Russo Mardeev, é de mais de 2 horas e 50 minutos, enquanto que o terceiro classificado (Ginaf de Van Ginkel) está a mais de 4 horas. Para Elisabete Jacinto, este tem sido, até ao momento, o melhor Dakar de sempre, estando inclusivamente muito próxima de atingir o objectivo delineado para esta edição, o Top20, entre a categoria dos camiões. Só mesmo a última etapa, a relegou para fora do top20, no entanto ainda há muito Dakar pela frente e a diferença é recuperável, já na próxima etapa.

texto de Luis Neves
in dakar.iol.pt
fotos retiradas de dakar.com

11ª etapa não tem especial cronometrada

Por motivos de segurança, nesta quarta-feira apenas há lugar para 280 quilómetros de ligação.


A 11ª etapa do Lisboa-Dakar de 2007 não terá qualquer especial cronometrada. Após um aviso do Ministério dos Negócios Estrangeiros de França, o qual alertava para a falta de segurança em algumas zonas do Mali, a organização da prova optou por alterar o percurso e eliminar a vertente competitiva desta dia.

Desta forma, os pilotos apenas terão que percorrer 280 quilómetros de ligação até Ayoun El Atrous, não havendo qualquer alteração nas classificações. Marc Coma (motos) e Stephane Peterhansel (automóveis) vão partir como líderes na tirada de quinta-feira, a qual marca o regresso da competição a sério.

Bruno Gomes in dakar.autohoje.com

Devem ser do Team Xanfre

Primeiro a vencer duas etapas na mesma edição

O piloto do Team Bianchi Prata/Vodafone/CIN/ACP Moto venceu ontem a 10ª etapa do Lisboa-Dakar e entra assim para a historia como sendo o primeiro português a vencer duas etapas na mesma edição da prova.


Primeiro a vencer duas etapas na mesma edição

Numa tirada muito difícil Hélder Rodrigues decidiu atacar e dominou do início ao fim esta 10ª etapa, e ascende assim ao 6º lugar da classificação geral, mantendo o lugar de melhor português em prova.

“Estou bastante contente, correu tudo muito bem, consegui andar sempre muito rápido e no final fiquei satisfeito com a vitória, acho que é um excelente premio para o esforço que a equipa e os nossos patrocinadores fizeram para que tudo isto fosse possível, estamos todos de parabéns.” comentou Hélder Rodrigues.

Pedro Bianchi Prata teve alguns problemas na etapa de ontem com a sua roda traseira, e mais uma vez teve que fazer grande parte da especial apenas com a jante. Mesmo assim conseguiu chegar ao fim mostrando uma enorme força de vontade em prosseguir nesta dura prova.

Bianchi Prata com fibra de Campeão

Na etapa nove, Pedro Bianchi Prata teve um problema com a roda traseira, vendo-se obrigado a viver uma aventura que só terminou às sete horas do dia seguinte: “Demorei 16 horas para chegar ao CP1 no quilómetro 218. No CP1 havia um piloto que tinha desistido e consegui autorização para trocar a minha roda com a dele. A partir dai fiz toda a especial sempre de noite, pois sai do CP à 1 hora da manhã, chegando ao acampamento às 7horas. Só tive tempo de trocar as rodas e o escape que tinha um problema e arrancar para a próxima especial. Sofri bastante, mas como quero cumprir o objectivo “Dakar” não desisto. Antes de partir ainda tive de ir ao médico da prova e fazer 5 flexões para provar que estava bem física e psicologicamente para arrancar para a etapa seguinte. Agora é fazer a especial de hoje tranquilamente, para poupar a mota e descansar um pouco.”, referiu Pedro Bianchi Prata.

in autosport.clix.pt
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Obrigado Hélder Rodrigues e Pedro Bianchi Prata!
É esse o nosso espírito!

Pita da Vespa
TX Racing

Transmissão trai Carlos Sousa



A dupla Carlos Sousa e Andreas Schulz teve novamente um dia infeliz já que um arreliador problema na transmissão do Volkswagen Race Touareg 2, viria a condicionar toda a prestação. Assim, Carlos Sousa terminou muito abaixo do que seria de esperar, no 53º posto, mas, ainda assim, mantém a sétima posição da geral.

Com apenas duas rodas motrizes a aspiração do piloto português em conseguir fazer um bom resultado ficou por terra: “Eu até achava que tinha condições para fazer um brilharete. A classificativa era muito ao meu estilo de condução e adaptava-se muito bem às características do carro. Mas, com este problema logo no início, não tive qualquer hipótese”, disse.


O andamento ficou assim reduzido e Carlos Sousa preocupou-se essencialmente em trazer o carro até ao final da classificativa: “Viemos a par e passo. Sem excessos. A partir daquele momento a intenção era apenas terminar”, explicou.


Desta forma, Carlos Sousa antevê as próximas etapas como muito difíceis: “Vou sair para a estrada numa posição muito atrás, o que obrigará a andar no pó. Vai ficar difícil fazer ultrapassagens. Mas, não só. Como o percurso vai ser estreito, a dificuldade acresce”, disse.


Com o sétimo resultado da geral e com uma diferença tão grande, tanto para o piloto classificado à sua frente, como para o atrás, Sousa considera: “Será complicado subir posições na tabela. Mas não será impossível. Os azares que me têm assolado, podem muito bem passar para os outros. Vamos esperar para ver. A única coisa que sei e que vou continuar a dar o meu melhor”, concluiu.



Classificação da 10ª Etapa:

1º Nasser Al Attiyah/Guehennec – BMW com 3h49m48s
2º Hiroshi Masuoka/Pascal Maimon – Mitsubishi Pajero a 28s
3º Mark Miller/Ralph Pitchford – Volkswagen Touareg a 1m49s
….
53º Carlos Sousa/Andreas Schulz – Volkswagen Touareg a 1h11m26s


Classificação Após 10ª Etapa:

1º Stephane Peterhansel/Cottret – Mitsubishi Pajero com 37h35m19s
2º Luc Alphand/Picard – Mitsubishi Pajero a 9m56s
3º JL Schlesser/Arnaud Debron – Schlesser Ford a 1h30m50s

7º Carlos Sousa/Andreas Schulz – Volkswage Touareg a 5h20m47s

terça-feira, janeiro 16, 2007

Das palavras

As palavras na boca são apenas palavras. As palavras na boca nunca são duras, frias ou amargas. Na boca, são apenas palavras. Umas mais difíceis de articular que outras, mas apenas palavras. Na boca, todas valem o mesmo. Fora dela, tudo é diferente. A mesma palavra consegue ser macia e áspera...
Desta vez falei demais. Uma palavra que devia ter sido pensada antes. Saiu-me, não volta atrás, não tem como voltar. Foi dura, já magoou. Depois disso só outra palavra pode remediar. Uma palavra que, na boca, não é mais que qualquer outra palavra.

-
Desculpa.

Hélder vence em África

A etapa de Nema a Nema de hoje foi ganha pelo português Helder Rodrigues, já vencedor da segunda etapa em Portugal. Trata-se da segunda vitória consecutiva dum piloto amador, enquanto que no topo da hierarquia, Marc Coma contínua a gerir inteligentemente o seu avanço.

Vinte e quatro horas após a vitória do agricultor letão, Janis Vinters, outro participante no troféu Amador ilustrou-se nas pistas rápidas da Mauritânia. Já vencedor da 2ª etapa , Hélder Rodrigues ganhou o seu primeiro troféu africano do Dakar. Tendo partido na 9ª posição, o português aproveitou a presença de David Casteu, rapidamente apanhado antes do CP1, para concentrar-se na sua pilotagem. Numa etapa sem verdadeiras dificuldades de navegação, Rodrigues deixou para trás o francês antes de ultrapassar mais três pilotos que tinham saído na sua frente. O piloto da Yamaha oferece a Portugal o seu 4º sucesso de etapa este ano (após Ruben Faria e Carlos Sousa), precedendo Marc Coma em 44 segundos e Cyril Després em 51 segundos. O sucesso de Rodrigues confirma igualmente a excelente saúde das 450 cc, que podem superar as grandes 690 da KTM neste tipo de terreno. Com Michel Marchini e Thierry Béthys, são três as 450 cc no Top 10 do dia.

A classificação geral não sofreu qualquer alteração. Marc Coma, que já perdeu todos os companheiros de equipa, após a queda de Sala na etapa de ontem, domina a situação, felicitando-se sempre pelo bom comportamento da sua KTM e por ter sido poupado pelos contratempos mecânicos com as caixas de velocidades que tanto mal fizeram aos seus vizinhos da classificação. O catalão aumentou em sete segundos o seu capital de avanço sobre Després, actualmente a 54m43s do líder. Na luta para o terceiro lugar, David Casteu, 6º na etapa de hoje, aumenta ligeiramente a sua vantagem sobre Blais e Ullevalseter enquanto que Hélder Rodrigues ascendeu ao sexto posto da geral com escassa vantagem sobre Isidre Esteve. Quando saíu de Portugal o piloto da equipa de Bianchi Prata sonhava com o quinto lugar...que não está afinal tão longe quanto isso. Tudo é ainda possível e para já Hélder Rodrigues mostrou que os pilotos portugueses também podem vencer fora do seu terreno de eleição, fora do seu país...no verdadeiro Dakar.

António Correia in dakar.autohoje.com

Hélder Rodrigues vence 10.ª etapa



O português Hélder Rodrigues, em Yamaha, venceu hoje a 10.ª etapa do Lisboa-Dakar 2007.

Numa tirada
disputada no Mali, que a organização do rali teve de conceber à última da hora, o piloto português terminou a etapa (366Km de especial, num total de 400Km) com o tempo de 04h12m55s. A apenas 44 segundos ficou o segundo classificado e líder da geral, o espanhol da KTM Marc Coma.

Etapa 9 - Entre Tichit e Néma


Depois de uma das etapas mais difíceis de toda a prova e uma noite sem assistência, pilotos e máquinas ficaram entregues à sua... "sorte"! Entre Tichit e Néma, a nona etapa apresentou-se como um dos grandes clássicos do Dakar. Nada mais que 494 km's cronometrados de um deserto que parece não ter fim, em que os pontos de referência são poucos e distantes, causando profundas alterações na classificação geral e em particular dos automóveis.

Vítima de um incêndio no Volkswagen Race Touareg ao km 129 da especial de hoje, o líder da classificação geral nos automóveis, Giniel de Villiers encontra-se a ser rebocado até Néma. Mas os problemas da Volkswagen não se ficaram por aqui. Depois dos problemas acumulados nas últimas etapas, Carlos Sainz ficou apeado, com problemas na electrónica do seu Volkswagen.

Entretanto, o buggy de Jean-Louis Schlesser chegou ao final da etapa com o tempo de 5h32m03s, garantindo a segunda vitoria em etapas para o piloto Francês na corrente edição do Dakar. Com o segundo melhor tempo e a apenas 13 segundos de Schlesser, chegou o primeiro dos Mitsubishi Pajero, com Luc Alphand à frente de Stephane Peterhansel, novo líder da classificação geral nos automóveis, logo seguido da restante armada do construtor Nipónico, com Masuoka à frente de Nani Roma. Com tudo isto, Carlos Sousa foi o melhor dos Volkswagen, conseguindo o sétimo melhor tempo, a mais de 30 minutos, ainda que se tenha atrasado para ajudar Carlos Sainz... não fosse isso e talvez poderia aspirar a uma melhor posição na etapa. Apesar de consciente que o sétimo lugar sabe a pouco, o piloto do Team Lagos considera: "Que tomei a melhor atitude. Para mim é impensável ver um companheiro de equipa parado e não o ajudar. Sobretudo porque depois do que nos aconteceu nas últimas etapas, já não estamos em condições de lutar pelos primeiros lugares", referiu. Na geral, Peterhansel passou para a liderança, com uma vantagem de quase 8 minutos sobre o seu colega de equipa, Luc Alphand e mais de uma hora e 20 minutos de sobre o BMW de Nasser Al Attiyah. O primeiro Volkswagen, Mark Miller aparece na sexta posição da geral, enquanto que Carlos Sousa subiu à sétima posição, a mais de 4 horas de Peterhansel. Já Miguel Barbosa, atrasou-se imenso terminando a etapa na 74ª posição.

Nas motos, o Letão Janis Vinters estreou-se a vencer especiais, garantindo a vitória nesta nona etapa, com o tempo de 06h08m51s, ficando à frente de Cyril Despres e Mark Coma que mantém uma generosa diferença (54 minutos) para Despres, que é segundo da geral. De referir que Isidre Esteve Pujol, afundou-se na classificação depois de apenas ter sido apenas 8º na etapa. Entre os Portugueses, e no que diz respeito ás duas rodas, Helder Rodrigues mantém também um desempenho no mínimo excelente, averbando o 9º melhor tempo da etapa, a pouco mais de 9 minutos do primeiro, subindo 2 lugares na geral, passando a ocupar o sétimo lugar, a quase 3 horas de Mark Coma. Nuno Mateus, com o 38º melhor tempo foi o segundo melhor Português nas duas rodas, enquanto que, Paulo Gonçalves tem vindo a perder posições, não indo além do 55º melhor tempo do dia.

Nos camiões, as três horas de vantagem na geral que Hans Stacey aos comandos do MAN da equipa Exact-MAN para o segundo classificado, permite-lhes adoptar um andamento cauteloso, permitindo que a vitoria na etapa sorrisse ao Ginaf de Wulfert Van Ginkel, que mesmo assim venceu por uma vantagem de pouco mais de 12 minutos, em relação ao MAN de Stacey que foi segundo, mas que lhes permite aumentar ainda mais a vantagem para o segundo da geral, o Kamaz do Russo Mardeev. Quanto a Elisabete Jacinto, a piloto do MAN terminou na 22ª posição entre os camiões tendo, mais uma vez, percorrido a etapa em menos tempo que a grande maioria dos autómoveis, tendo sido inclusivamente o segundo Português a passar no CP1 (km218). Na geral, a piloto Português confirma o top20, mantendo a 19ª posição.

Luis Neves in dakar.iol.pt

segunda-feira, janeiro 15, 2007

Etapa 8 - Entre Atâr e Tichit


Depois do dia de descanso, pilotos e máquinas entraram em acção para a segunda parte do Lisboa-Dakar 2007, com a realização da oitava etapa que liga Atar a Tichit. Foram 589 quilómetros cronometrados que começaram com uma pista de cascalho mas, a meio do percurso, contou com uma boa dose de areia.

No final, Marc Coma venceu na categoria reservada às motos, aumentando a diferença na classificação geral em quase uma hora para o seu mais directo perseguidor, o Francês Cyril Despres, que foi segundo a pouco mais de 10 minutos para Coma. Quem seguiu de perto os dois primeiros foi o Norueguês Pal Anders Ullevalseter, a pouco mais de 24 minutos do primeiro. Entre os Portugueses, Hélder Rodrigues foi o melhor com o 12º melhor tempo do dia a pouco mais de uma hora de Mark Coma, descendo uma posição na geral, passando a ocupar a 9ª posição da geral. Mas esta foi também a etapa em que a lista de abandonos entre os Portugueses tem mais um nome. O vencedor da primeira etapa desta edição, Ruben Faria, foi obrigado a abandonar a prova depois de ter partido o motor da sua Yamaha.

Nos automóveis e à semelhança das motos, o líder da geral, Giniel De Villiers, também aumentou a vantagem na liderança ao vencer a etapa com o tempo de 7 horas, 31 minutos e 52 segundos, à frente dos Mitsubishi de Stephane Peterhansel e de Luc Alphand, que assumiram também a segunda e terceira posição da geral, relegando Carlos Sainz para a quarta posição da geral a mais de uma hora do seu colega de equipa na Volkswagen. O piloto Espanhol debateu-se com problemas de direcção no Volkswagen, o que não impediu de continuar em prova, mas atrasando-o irremediavelmente. Um olhar sobre as diferenças na geral, revela que Peterhansel está a mais de 30 minutos de De Villiers e Alphand a mais de 40 minutos, o que leva a antever-se um ataque "feroz" da Mitsubishi à liderança do Volkswagen de Giniel De Villiers, agora que a equipa Volkswagen começa a claudicar, quando ainda falta imenso "Dakar". Quem também não teve um bom dia foi Carlos Sousa. Em resultado de alguns problemas mecânicos, que aliado a atascanços e furos ditaram que não fosse além da 10ª posição na etapa a mais de 1 hora e 30 minutos do primeiro, mantendo no entanto a 9ª posição da geral. À chagada do acampamento o piloto de Almada dizia que o dia começou com um furo que rapidamente foi solucionado: "Mas, mais à frente viria um atascanço que nos fez perder demasiado tempo. Como se não bastasse, acabámos por embater com o cárter numa pedra. E a perda de óleo passou a ser uma constante". O titulo de segundo melhor Português do dia vai para o solitário Ricardo Leal dos Santos, que conseguiu o 45º melhor tempo a mais de 4 horas de De Villiers.

Dos automóveis para os pesados. Hans Stacey com o MAN mantém um ritmo elevado, vencendo a etapa com o tempo de 8h58m49s, menos 40 minutos que o Kamaz do Russo Ilgizar Mardeev, que durante a primeira parte da etapa esteve na dianteira, aumentando para este a diferença na geral para quase 3 horas. Nos monstros do deserto, Elisabete Jacinto averbou o 22º melhor tempo a mais de 03h46m37s do primeiro, entrando definitivamente no top20, passando a ocupar a 19ª posição da geral.

Luis Neves in dakar.iol.pt

quinta-feira, janeiro 11, 2007

João Nazareth vence a 6ª etapa nos Quad's


Não podia ter corrido melhor a sexta etapa para João Nazareth entre Tan Tan e Zouérat.

Uma etapa muito dura e longa em que os pilotos mesmo antes de iniciar a especial cronometrada apanharam uma tempestade de areia, chuva e ainda 200km com um piso completamente enlameado.

Nazareth iniciou a especial tomando diversas precauções, mas foi sempre subindo posições na classificação da etapa. Após a zona de reabastecimento João Nazareth alcança o seu principal adversário, o espanhol Gonzalez e não o larga mais. Estes dois pilotos rodaram juntos durante bastantes km, até que a certa altura apanham o Machacek, o segundo classificado nos Quad's. Os três pilotos fizeram uma grande parte da etapa juntos, mas chegava a altura de Nazareth atacar.

Com a etapa relativamente perto do final (70km para o fim da etapa), o piloto Nacional da Yamaha Quad Team faz um forcing e destaca-se dos adversários vencendo a etapa.

Desta forma João Nazareth sobe nove posições na classificação geral das motos e passa para o segundo lugar nos Quad's. De salientar a dificuldade e o perigo que há para os Quad's progredirem no tipo de piso que hoje encontraram (erva de camelo), comparativamente às motos de duas rodas.


Classificação geral dos Quad's após a 6ª etapa:

1 GONZALEZ (ESP) CAN-AM 23:51:29
2 NAZARE SANTOS (POR) YAMAHA 25:15:27
3 MACHACEK (CZE) YAMAHA 25:17:25
4 SANTOS (ESP) CAN-AM 28:46:34
5 MOREL (FRA) CAN-AM 29:18:27
6 MOREL (FRA) CAN-AM 29:46:51

Luis Neves in www.dakar.iol.pt

Organização do Lisboa-Dakar responde indirectamente ao Vaticano

«Os pilotos que vêm ao Dakar sabem perfeitamente os riscos que correm. É triste, mas isto faz parte da história», afirma Etienne Lavigne, o director da prova.

«O Dakar é uma das provas mais seguras do mundo. Tomamos todas as precauções que são possíveis, mas há certos riscos que não se podem prever, como foi o caso do acidente de Elmer Symons. Os pilotos é que mandam na velocidade que imprimem às motos e são eles que gerem os riscos que tomam. Esta é uma competição difícil, fisicamente e tecnicamente, onde o perigo existe na mesma proporção que se verifica nas montanhas ou no alto mar. É triste que isto aconteça, mas faz parte da história do Dakar. Todos os pilotos que participam nesta prova sabem-no bem.»

quarta-feira, janeiro 10, 2007

Vaticano condena Dakar

No seu orgão de comunicação oficial, a Santa Sé critica o que chama de «prova sangrenta» que apenas tenta enraizar costumes ocidentais num continente em desenvolvimento.

O jornal oficial do Vaticano condena com veemência a realização do Dakar. «É sangrento, irresponsável, violento e uma cínica tentativa de impor gostos inquestionavelmente ocidentais num continente ainda em desenvolvimento», lia-se na edição de hoje do «L'Osservatore Romano».

A citação, transcrita pela Reuters a partir de um editorial, reaje à morte do motociclista sul africano Elmer Symons durante a quarta etapa, embora o mesmo texto esteja errado quanto ao ponto de partida da prova: «o Paris-Dakar, que muitos classificam como um evento desportivo, na realidade tem muito pouco a ver com uma competição saudável», lê-se no mesmo editorial.

O artigo vai mais longe: diz que a prova e os seus patrocinadores atraiçoam as realidades locais de África com «cinismo», chamando aos despojos dos automóveis, motos e camiões que ficam abandonados no deserto «enferrujados monumentos à irresponsabilidade».

Até ao momento, ninguém da organização, a cargo da A.S.O., se pronunciou sobre a opinião do Vaticano.

A prova de todo-o-terreno mais famosa de todo o mundo, que não parte de Paris desde 2001, saíu de Lisboa nestas duas edições mais recentes. Ao longo da sua história de 29 anos, já assistiu a 49 mortes, 24 das quais de concorrentes.

Pedro Nascimento in www.dakar.autohoje.com


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Francamente, custa-me acreditar no que acabei de ler. Ou melhor, custa-me engolir.
O Vaticano afirmar uma coisa destas é, no mínimo, brincar com as pessoas deste Mundo, para as quais está totalmente de costas voltadas. E nem sequer vou falar dos tempos da Idade Média e da Inquisição, refiro-me apenas aos dias de hoje.
Há, em pleno século XXI, milhares de crianças moribundas, a morrer à fome, às quais bastava que o Vaticano "dispendesse" de alguns dos muitos milhões de euros que tem nos cofres e das muitas toneladas de ouro existentes nas igrejas para que tivessem uma vida decente, ou pelo menos algo para comer. Sabem quanto é que custa, por exemplo, uma batina do Pápa?
Há milhões de pessoas infectadas com SIDA, e todos os dias mais algumas centenas ou até milhares, e a Igreja condena o uso do preservativo, mesmo como meio de combate à propagação desta doença??!!
E agora vêm dizer que o Dakar é um acto
sangrento, irresponsável e violento??!!
Sinceramente... não brinquem com as pessoas...

Luis Pita
tx racing